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Dor nas articulações na menopausa: por que o corpo começa a doer e o que ajuda

Leitura de 10 min · 06 de outubro de 2026 · Por Fábio Pense Duarte, pioneiro do New Seitai em MG
Mão do terapeuta aplicando agulha de acupuntura no abdômen de uma paciente deitada na Clínica Fábio Pense, em Lourdes, Belo Horizonte

Sim, a menopausa pode contribuir para a dor nas articulações — e isso é muito comum. A queda do estrogênio está associada a mudanças em músculos, ossos, articulações e na forma como o corpo percebe a dor, o que ajuda a explicar a rigidez ao acordar e a dor nas mãos, ombros e joelhos. Exercício de força, sono de qualidade e acompanhamento com o ginecologista são a base do cuidado; acupuntura e técnicas manuais suaves podem ajudar no manejo da dor.

Talvez a cena seja familiar. Você acorda às 5h e os dedos estão rígidos, como se tivessem "enferrujado" durante a noite. O ombro dói para pegar algo no alto do armário. O joelho reclama na descida da escada. E o sono, que antes era tranquilo, agora é interrompido por calor, suor ou pensamentos acelerados.

Muitas mulheres passam meses achando que é "a idade chegando de uma vez". Não é só isso. Há uma participação hormonal — e, com ela, caminhos concretos.

Por que a menopausa causa dor nas articulações?

O estrogênio não é apenas um hormônio reprodutivo. Há receptores de estrogênio em tecidos do sistema musculoesquelético, como osso, cartilagem, músculo e tendões, e o hormônio participa da regulação da inflamação e da percepção da dor.

No Brasil, a menopausa — a última menstruação, confirmada após 12 meses sem menstruar — acontece em média por volta dos 48 anos, e a irregularidade menstrual da transição começa por volta dos 46, segundo o Estudo Brasileiro de Menopausa, com 1.500 mulheres (Pompei e colaboradores, 2022). Quando os níveis de estrogênio caem, várias coisas tendem a mudar ao mesmo tempo:

Os números confirmam o que se ouve no consultório. Uma meta-análise publicada em 2020 na revista Neural Plasticity (Lu e colaboradores), reunindo 16 estudos e quase 6 mil mulheres, estimou que cerca de 71% das mulheres na perimenopausa têm dor musculoesquelética. A chance de dor moderada a intensa foi maior na pós-menopausa do que na pré e na perimenopausa.

A "síndrome musculoesquelética da menopausa" existe?

Existe como proposta — e é recente. Em 2024, uma revisão publicada na revista Climacteric (Wright e colaboradores) propôs o termo síndrome musculoesquelética da menopausa para reunir sinais e sintomas que costumavam ser tratados separadamente: dor articular, perda de massa muscular, perda de massa óssea e progressão de artrose, entre outros.

Segundo as estimativas citadas pelas autoras, mais de 70% das mulheres terão sintomas musculoesqueléticos na transição, e cerca de 25% terão limitações importantes por causa deles. É uma revisão narrativa, não um estudo populacional novo — mas o conceito ajuda.

Dar nome ao problema importa. Ajuda médicos e pacientes a enxergar o quadro como um todo, em vez de tratar o ombro, depois o joelho, depois a coluna, como se fossem histórias sem relação.

Quais dores são mais comuns nessa fase?

Região Como costuma aparecer Atenção especial
Mãos e dedos Rigidez ao acordar, dor ao abrir potes Inchaço e calor pedem investigação de artrite
Ombros Dor para levantar o braço, piora à noite Ombro congelado tem pico entre 40 e 60 anos, mais em mulheres
Joelhos Dor ao subir e descer escadas Perda de força na coxa costuma contribuir
Quadril Dor na lateral ao deitar de lado Tendinopatia glútea é mais comum em mulheres
Coluna Rigidez lombar e cervical Dor com perda de altura pede checar osteoporose
Pés Dor no calcanhar ao levantar Pode ser fascite plantar; vale avaliar a pisada

A tabela é um guia, não um diagnóstico. Sobre o ombro congelado, vale uma precisão: ele é mais comum justamente na faixa da transição menopausal, mas a relação direta com o estrogênio ainda está sendo estudada — um estudo piloto de 2026 não encontrou diferença estatisticamente significativa entre usuárias e não usuárias de terapia hormonal.

Se a dor é na lateral do quadril e piora à noite, o texto sobre dor no quadril ao deitar de lado explica esse quadro em detalhe.

Como saber se é da menopausa ou outra doença?

Não existe um exame que "prove" que a dor é da menopausa. O caminho é o médico — ginecologista, clínico ou reumatologista — avaliar o padrão da dor e descartar outras causas que também aparecem nessa idade:

Exames de sangue e de imagem são pedidos pelo médico conforme o caso.

O que acontece se nada for feito?

Sem terrorismo, mas com honestidade: a perda de massa muscular e óssea é silenciosa. Em cinco a dez anos, ela pode significar menos força para carregar a mala da viagem, menos segurança para caminhar em calçada irregular, mais risco de queda e de fratura.

A boa notícia é que músculo e osso respondem a estímulo em qualquer idade. O que se faz a partir dos 45, 50 anos tem impacto direto na autonomia dos 70.

O que ajuda de verdade?

  1. Treino de força, duas a três vezes por semana. É o pilar. Ajuda a preservar músculo, estimula o osso e dá suporte às articulações. Comece leve e progrida com orientação.
  2. Movimento diário. Caminhada, hidroginástica e pilates ajudam a reduzir a rigidez.
  3. Sono como prioridade. Quarto fresco, horários regulares e atenção ao álcool à noite — muitas mulheres percebem que ele piora os despertares.
  4. Alimentação com proteína e cálcio adequados. A quantidade certa deve ser definida com médico ou nutricionista.
  5. Acompanhamento ginecológico. É o ginecologista quem avalia sintomas, exames e a possibilidade de terapia hormonal ou não hormonal.
  6. Densitometria quando indicada. O exame de densidade óssea é pedido pelo médico conforme idade e fatores de risco.
  7. Cuidado com a dor que já existe. Acupuntura e técnicas manuais suaves, escolhidas a partir de uma avaliação individual, podem ajudar a reduzir dor e rigidez, abrindo espaço para o movimento.

E a reposição hormonal?

A terapia hormonal é uma decisão médica, individual, que considera idade, tempo desde a última menstruação, histórico de câncer, trombose e doenças cardiovasculares. Segundo a The Menopause Society (antiga NAMS), ela é o tratamento mais eficaz para as ondas de calor, e há também opções não hormonais para quem não pode ou não quer usar hormônios.

Em relação às dores articulares, há algum dado de qualidade: no grande estudo americano WHI, mulheres que usaram estrogênio isolado tiveram uma redução modesta, mas persistente, da frequência de dor articular em comparação ao placebo. Algumas mulheres sentem diferença; outras não têm indicação.

Na Clínica Fábio Pense, não opinamos sobre hormônios nem sobre medicações. Nosso papel é trabalhar em conjunto com o ginecologista, cuidando da parte funcional: mobilidade, dor e qualidade do movimento.

Onde a acupuntura entra na menopausa?

A acupuntura entra principalmente como apoio no manejo da dor musculoesquelética: a rigidez nas mãos, o ombro que dói à noite, o joelho que reclama na escada. Em dor crônica, a evidência é favorável. A meta-análise de Vickers e colaboradores, publicada em 2018 com dados individuais de 20.827 pacientes com dor lombar, cervical, artrose, dor de cabeça e dor no ombro, mostrou a acupuntura superior tanto à acupuntura simulada quanto à ausência de acupuntura, com efeito que se manteve em boa parte após um ano.

Na prática, muitas pacientes relatam que dormem com mais tranquilidade nos dias de sessão e que a rigidez cede, o que facilita retomar o exercício. As ondas de calor, a insônia e as alterações de humor da menopausa têm acompanhamento conduzido pelo ginecologista, que dispõe de opções hormonais e não hormonais. Quando usada, a acupuntura complementa esse cuidado, sem substituí-lo.

Na Clínica Fábio Pense, a acupuntura (chinesa ou japonesa) não costuma ser usada isoladamente. O Fábio trabalha com tratamento combinado, e a escolha das técnicas, o número de sessões e a forma de combiná-las são definidos na avaliação de cada caso. Você pode conhecer essa abordagem na página de acupuntura em Belo Horizonte.

E as terapias manuais?

Ombros rígidos, quadris doloridos e coluna "travada" podem se beneficiar de técnicas manuais adaptadas, sempre junto com o exercício. Como a massa óssea pode estar diminuindo nessa fase, a escolha da técnica importa: quem tem osteoporose ou osteopenia deve avisar antes da sessão.

Nesses casos, e sempre a partir da avaliação individual, o Fábio pode dar preferência ao New Seitai, técnica de origem japonesa conhecida como quiropraxia japonesa. Antes de intervir, ela faz uma leitura do corpo inteiro: postura, apoio e as cadeias de compensação que ligam regiões distantes. Os ajustes são suaves e precisos, conduzidos com um pequeno instrumento de madeira, sem torções bruscas e sem depender do "estalo", o que permite adaptá-los à idade, ao histórico e às condições de cada paciente. Na clínica, ele se combina com quiropraxia, acupuntura e outras técnicas, conforme o que cada caso pede.

Se a dor está concentrada no ombro, vale ler sobre tendinite e dor no ombro. Se é no joelho e você suspeita de desgaste, o texto é artrose ou é sobrecarga? ajuda a diferenciar.

Quando procurar um médico

Procure seu ginecologista, clínico ou reumatologista se houver:

A dor da menopausa é comum, mas não deve ser presumida. Artrite reumatoide, hipotireoidismo e deficiência de vitamina D podem começar na mesma fase e precisam de diagnóstico médico.

Como a Clínica Fábio Pense pode ajudar

Na Clínica Fábio Pense, em Lourdes, Belo Horizonte, o atendimento é conduzido por Fábio Pense Duarte, pioneiro do New Seitai em Minas Gerais, com 22 anos de prática, formação no Brasil e na China (imersões em 2010 e 2019), mais de 12 mil profissionais formados em seus cursos e registro CNAA-MG 2234. A clínica soma mais de 50 mil atendimentos e mais de 350 avaliações no Google.

Fábio não é médico. O trabalho da clínica começa com uma avaliação funcional detalhada: como você se movimenta, onde há rigidez, o que piora e o que alivia. A partir daí, o Fábio define um plano individual que, conforme o caso, pode combinar acupuntura, técnicas manuais suaves e orientações para o dia a dia, sempre complementando o acompanhamento médico. Os horários começam às 6h, o atendimento é particular e não há pacotes obrigatórios.

Em resumo

Um próximo passo possível

A menopausa é uma transição, não um ponto final para viajar, treinar ou trabalhar do jeito que você gosta. Se a dor está tirando espaço da sua rotina, agende uma avaliação na Clínica Fábio Pense e vamos olhar para o seu corpo com calma.

Referências

  1. Lu CB, Liu PF, Zhou YS, et al. Musculoskeletal Pain during the Menopausal Transition: A Systematic Review and Meta-Analysis. Neural Plasticity, 2020:8842110. Link
  2. Wright VJ, Schwartzman JD, Itinoche R, Wittstein J. The musculoskeletal syndrome of menopause. Climacteric, 2024;27(5):466-472. Link
  3. Pompei LM, Bonassi-Machado R, Steiner ML, et al. Profile of Brazilian climacteric women: results from the Brazilian Menopause Study. Climacteric, 2022;25(5):523-529. Link
  4. Reinke EK, Ford AC, Wahl E, et al. A preliminary pilot study to address design issues related to research on potential association of hormone therapy and adhesive capsulitis. Climacteric, 2026;29(3):478-483. Link
  5. Chlebowski RT, Cirillo DJ, Eaton CB, et al. Estrogen alone and joint symptoms in the Women's Health Initiative randomized trial. Menopause, 2013;20(6):600-608. Link
  6. Vickers AJ, Vertosick EA, Lewith G, et al. Acupuncture for chronic pain: update of an individual patient data meta-analysis. The Journal of Pain, 2018;19(5):455-474. Link
  7. The North American Menopause Society. The 2023 nonhormone therapy position statement of The North American Menopause Society. Menopause, 2023;30(6):573-590. Link

Conteúdo informativo, revisado em outubro de 2026. Não substitui consulta médica.

Perguntas frequentes

Pode contribuir, e é muito comum. Uma meta-análise de 2020, com 16 estudos, estimou que cerca de 71% das mulheres na perimenopausa têm dor musculoesquelética. A queda do estrogênio é uma das explicações, mas outras causas, como artrose e artrite, precisam ser consideradas pelo médico.
As queixas mais frequentes envolvem mãos e dedos, ombros, joelhos, quadris e coluna, muitas vezes com rigidez ao acordar. O ombro congelado (capsulite adesiva) costuma surgir entre os 40 e os 60 anos, sobretudo em mulheres, e por isso aparece com frequência nessa fase. Dor com inchaço, calor ou vermelhidão precisa de avaliação médica para descartar artrite.
Varia muito de mulher para mulher. Em algumas, os sintomas oscilam e ficam mais leves depois da transição; em outras, persistem, sobretudo quando há perda de força ou artrose associada. Exercício de força, sono de qualidade, controle de peso e acompanhamento ginecológico costumam ajudar no manejo.
Pode ajudar algumas mulheres. No estudo WHI, mulheres que usaram estrogênio isolado tiveram redução modesta, mas persistente, da frequência de dor articular em comparação ao placebo. A indicação, porém, depende de idade, tempo de menopausa e histórico pessoal e familiar, e cabe ao médico.
Pode ajudar no manejo da dor musculoesquelética, que é muito comum nessa fase. Em dor crônica, incluindo a artrose, uma meta-análise com 20.827 pacientes (Vickers, 2018) mostrou a acupuntura superior à simulada e à ausência de acupuntura. Para as ondas de calor, o ponto de partida é o ginecologista, que dispõe de opções hormonais e não hormonais; quando usada, a acupuntura é um complemento e não substitui esse tratamento.
Treino de força é o pilar, porque ajuda a preservar músculo e osso, que tendem a diminuir após a menopausa. Caminhada, hidroginástica, pilates e mobilidade completam o plano. O ideal é começar leve, com orientação profissional, e progredir aos poucos.

A menopausa muda o corpo. Não precisa tirar sua liberdade.

Na Clínica Fábio Pense, em Lourdes, a primeira consulta é uma avaliação funcional detalhada, com tempo para ouvir você. O cuidado é complementar ao acompanhamento do seu ginecologista, sem pacotes obrigatórios.

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Conteúdo informativo, não substitui avaliação clínica individual. Diante de sinais de alerta, procure atendimento.

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