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Longevidade saudável: como chegar aos 80 se movendo bem

Leitura de 10 min · 06 de outubro de 2026 · Por Fábio Pense Duarte, pioneiro do New Seitai em MG
Atendimento de New Seitai na Clínica Fábio Pense, em Lourdes, Belo Horizonte

Longevidade saudável é viver mais anos com autonomia, e a mobilidade é uma das peças que mais pesam para que esses anos sejam vividos com liberdade. Depois dos 50, quatro pilares fazem grande diferença: força muscular, equilíbrio, sono de qualidade e dor bem cuidada. Trabalhar os quatro juntos e acompanhar o corpo com um "check-up do movimento" anual costuma valer mais do que qualquer protocolo da moda.

Pense nos próximos 25 anos. Talvez a lista inclua aquela viagem para a Patagônia, o golfe de domingo, o neto que vai pedir para você sentar no chão para brincar, o trabalho que você ainda não quer largar. Nada disso depende só dos exames de sangue estarem bons. Depende de conseguir subir uma escada com uma mala, abaixar e levantar sem pensar, caminhar por uma cidade de pedra sem medo de tropeçar.

É isso que separa viver muito de viver bem. E a boa notícia é que boa parte dessa diferença responde ao que fazemos a partir de agora.


Lifespan e healthspan: qual a diferença?

Os brasileiros estão vivendo mais. Segundo as Tábuas de Mortalidade do IBGE, a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,4 anos em 2023, superando o patamar de antes da pandemia: 73,1 anos para homens e 79,7 para mulheres.

Mas anos de vida não são o mesmo que anos com saúde. Os pesquisadores chamam de lifespan a duração total da vida e de healthspan os anos vividos com saúde. Um estudo publicado em 2024 no JAMA Network Open por Armin Garmany e Andre Terzic, da Mayo Clinic, analisou dados da OMS de 183 países ao longo de duas décadas e estimou que essa diferença chegou a 9,6 anos em média, e que ela vem aumentando. Nas mulheres, a lacuna foi, em média, 2,4 anos maior do que nos homens.

Em outras palavras: em média, quase uma década da vida é vivida com doença ou limitação. Longevidade saudável é o esforço de encurtar esse período.


Por que a mobilidade é o centro da longevidade saudável?

Porque quase tudo o que você quer fazer depois dos 70 depende de se mover. E porque a perda de mobilidade costuma ser silenciosa: ela não dói no começo, apenas reduz o repertório.

Primeiro, a pessoa deixa de sentar no chão. Depois, evita escadas. Depois, escolhe viagens com menos caminhada. Cada pequena renúncia reduz o uso dos músculos e das articulações, e o corpo, que se adapta ao que fazemos, perde mais capacidade. É o ciclo que muitos pacientes descrevem quando chegam à clínica dizendo: "não sei quando foi que eu parei de fazer isso".

As quedas são o desfecho mais temido desse ciclo. A Organização Mundial da Saúde estima 684 mil mortes por quedas por ano no mundo. As quedas são a segunda principal causa de morte por lesão não intencional, atrás apenas dos acidentes de trânsito, e os adultos acima de 60 anos são os que mais sofrem quedas fatais.


Quais são os quatro pilares da mobilidade depois dos 50?

1. Força: o músculo é a sua reserva

A perda de massa e força muscular começa de forma gradual na vida adulta e tende a se acentuar com o envelhecimento, especialmente com sedentarismo. Músculo é o que ajuda a proteger a articulação, sustenta a coluna e segura você quando o pé escorrega.

As diretrizes de 2020 da OMS recomendam, para adultos e idosos, 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada (ou 75 a 150 de intensa) e fortalecimento muscular de intensidade moderada ou maior em dois ou mais dias por semana. Caminhar é ótimo, mas não substitui o treino de força.

2. Equilíbrio: o pilar mais esquecido

Equilíbrio é uma habilidade, e habilidades se perdem quando não são treinadas. O estudo brasileiro sobre o teste de um pé só, citado mais abaixo, lembra que o equilíbrio cai rapidamente a partir de meados dos 50 anos. Para quem tem 65 anos ou mais, a OMS recomenda atividades variadas que combinem equilíbrio funcional e força em três ou mais dias por semana, justamente para melhorar a capacidade funcional e prevenir quedas.

A pisada faz parte disso. Pés que não sentem bem o chão, joanete, fascite ou um arco que desabou mudam a forma como o corpo se apoia. A avaliação da pisada com baropodometria costuma revelar assimetrias que a pessoa nunca percebeu.

3. Sono: quando o corpo se recupera

O sono é parte da recuperação depois do treino e influencia a forma como sentimos dor. Muitos pacientes relatam que, depois de noites ruins, a dor parece maior e a disposição para se mover, menor. Dor que atrapalha o sono e sono ruim que piora a dor formam um ciclo que vale interromper cedo — e insônia persistente merece conversa com o médico.

4. Dor bem cuidada: o que mantém você em movimento

Dor não é parte obrigatória do envelhecimento. Ela é, muitas vezes, o motivo pelo qual a pessoa para de treinar, de caminhar, de viajar. Um joelho que dói vira menos passos; uma lombar que trava vira menos treino. Cuidar da dor cedo, antes que ela redesenhe a rotina, é uma das medidas mais subestimadas para envelhecer bem.


O check-up do movimento: dois testes que dizem muito

Exames de sangue, densitometria e avaliação cardiológica são fundamentais e continuam com o seu médico. Mas eles não mostram como você se move. Dois testes simples, estudados pelo grupo do médico do exercício Claudio Gil Araújo, na clínica Clinimex, no Rio de Janeiro, preenchem parte dessa lacuna.

Teste de sentar e levantar do chão. Em um estudo publicado em 2012 no European Journal of Preventive Cardiology (Brito, Araújo e colaboradores), 2.002 adultos de 51 a 80 anos foram acompanhados por cerca de seis anos. A pessoa senta no chão e levanta, sem apoio se possível; cada movimento vale até 5 pontos, com um ponto descontado para cada apoio usado (como mão ou joelho), somando até 10. Cada ponto a mais no teste se associou a uma melhora de 21% na sobrevida.

Teste de 10 segundos em um pé só. Em estudo publicado em 2022 no British Journal of Sports Medicine, com 1.702 pessoas de 51 a 75 anos, cerca de uma em cada cinco não conseguiu ficar 10 segundos em um pé só. Em cerca de sete anos de acompanhamento, morreram 17,5% de quem não conseguia, contra 4,6% de quem conseguia. Mesmo considerando idade, sexo, peso e doenças, o risco de morte foi 84% maior no grupo que não completou o teste.

Três cuidados importantes:

  1. Esses testes mostram associação, não causa: treinar só o teste não garante viver mais. Eles funcionam como um termômetro de força, flexibilidade e equilíbrio.
  2. Devem ser feitos com segurança, perto de um apoio firme e, se houver qualquer instabilidade, na presença de alguém.
  3. Quem tem dor importante no joelho ou no quadril, prótese, tontura ou osteoporose deve conversar com o médico antes.

O que não ajuda a envelhecer bem?


Passo a passo: o seu plano de mobilidade depois dos 50

  1. Faça os exames médicos de rotina e converse com o seu médico antes de iniciar um treino novo.
  2. Treine força pelo menos duas vezes por semana, de preferência com orientação profissional.
  3. Inclua equilíbrio no dia a dia: escovar os dentes em um pé só perto da pia, caminhar em linha reta, subir escadas sem corrimão quando for seguro.
  4. Mantenha mobilidade articular: quadris, coluna torácica e tornozelos costumam ser os primeiros a "enferrujar".
  5. Proteja o sono como protege a agenda de trabalho.
  6. Não normalize a dor: dor que muda sua rotina por mais de algumas semanas merece avaliação.
  7. Repita o check-up do movimento uma vez por ano e compare com o anterior.

Como a Clínica Fábio Pense entra nesse plano

A Clínica Fábio Pense, em Lourdes, Belo Horizonte, não substitui o seu médico, o seu treinador ou o seu nutricionista. O nosso papel é cuidar de uma peça que costuma ficar sem dono: como o seu corpo se move e por que ele está compensando.

A primeira consulta é uma avaliação funcional detalhada: mobilidade das articulações, postura, pisada, padrões de compensação e histórico de dores. O que entra no plano depende do que essa avaliação individual mostrar: o Fábio trabalha com tratamento combinado e, conforme o caso, pode integrar quiropraxia, New Seitai, acupuntura e palmilha sob medida, em vez de apostar em uma técnica isolada.

O New Seitai é uma técnica de origem japonesa, conhecida como quiropraxia japonesa. Antes de intervir, faz uma leitura do corpo inteiro (postura, apoio e as cadeias de compensação que ligam regiões distantes) e usa ajustes suaves e precisos, conduzidos com um pequeno instrumento de madeira, sem torções bruscas e sem depender do "estalo". É adaptável à idade, ao histórico e às condições de cada paciente. Muitos pacientes chegam por uma dor específica e passam a vir para manutenção corporal preventiva, em intervalos combinados a partir da avaliação e da rotina de cada um.

Fábio Pense Duarte é pioneiro do New Seitai em Minas Gerais, o primeiro profissional a aplicar a técnica no estado. Tem 22 anos de prática e mais de 50 mil atendimentos, formação no Brasil e duas imersões na China (2010 e 2019), mais de 12 mil profissionais formados em seus cursos e registro CNAA-MG 2234. Ele não é médico e trabalha em conjunto com o médico de cada paciente. A clínica atende de forma particular, sem pacotes obrigatórios, a partir das 6h, para quem quer cuidar do corpo sem desmontar a agenda.

Se você já passou dos 60, vale ler também o nosso texto sobre saúde corporal aos 60+, que aprofunda autonomia e prevenção de quedas.


Quando procurar um médico

O check-up do movimento complementa, e não substitui, o acompanhamento médico. Procure um médico se notar:

Antes de iniciar um programa de exercícios, especialmente se você tem doença cardíaca, diabetes ou pressão alta, converse com o seu médico.


Em resumo


Os próximos 25 anos começam na próxima consulta

Ninguém controla tudo no envelhecimento. Mas a força, o equilíbrio, o sono e a dor respondem a cuidado, e respondem melhor quanto antes começam. O custo de esperar não aparece este ano; aparece daqui a dez, na viagem que ficou difícil ou no chão que ficou longe.

Se você quer saber como o seu corpo está se movendo hoje, agende o seu check-up do movimento na Clínica Fábio Pense, em Lourdes. Uma conversa sem pressa, uma avaliação completa e um plano individual para continuar fazendo o que você gosta.

Referências

  1. IBGE. Tábuas completas de mortalidade para o Brasil – 2023: breve análise da evolução da mortalidade no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2024. Link
  2. Garmany A, Terzic A. Global Healthspan-Lifespan Gaps Among 183 World Health Organization Member States. JAMA Network Open, 2024. Link
  3. Organização Mundial da Saúde. Falls — Fact sheet. OMS, 2021. Link
  4. Bull FC, Al-Ansari SS, Biddle S, et al. World Health Organization 2020 guidelines on physical activity and sedentary behaviour. British Journal of Sports Medicine, 2020. Link
  5. Brito LB, Ricardo DR, Araújo DS, Ramos PS, Myers J, Araújo CG. Ability to sit and rise from the floor as a predictor of all-cause mortality. European Journal of Preventive Cardiology, 2012 (online; edição impressa 2014). Link
  6. Araújo CG, de Souza e Silva CG, Laukkanen JA, et al. Successful 10-second one-legged stance performance predicts survival in middle-aged and older individuals. British Journal of Sports Medicine, 2022. Link

Conteúdo informativo, revisado em outubro de 2026. Não substitui consulta médica.

Perguntas frequentes

É viver mais anos com autonomia, e não apenas mais anos. Pesquisadores usam o termo healthspan para os anos vividos com saúde, em contraste com lifespan, a duração total da vida. Uma análise de 183 países publicada em 2024 no JAMA Network Open estimou que essa diferença chegou, em média, a 9,6 anos, que são vividos com doença ou limitação.
Com quatro frentes trabalhadas ao mesmo tempo: força muscular, equilíbrio, sono de qualidade e dor bem cuidada. As diretrizes de 2020 da Organização Mundial da Saúde recomendam 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, fortalecimento muscular em dois ou mais dias e, para quem tem 65 anos ou mais, atividades que combinem equilíbrio e força em três ou mais dias por semana.
Dois testes simples, estudados pelo grupo do médico brasileiro Claudio Gil Araújo, são o de sentar e levantar do chão e o de ficar 10 segundos em um pé só. Em pessoas de 51 a 80 anos, pior desempenho se associou a maior mortalidade nos anos seguintes. Eles não são diagnóstico, mostram associação e não causa, e devem ser feitos com segurança, perto de um apoio.
A perda de massa e força muscular começa de forma gradual na vida adulta e tende a se acentuar com o envelhecimento, especialmente em quem é sedentário. O treino de força é a principal forma de desacelerar esse processo, e ele traz benefícios em qualquer idade.
Pode atrapalhar, porque faz a pessoa se mover menos. Quem tem dor no joelho, no quadril ou na coluna tende a reduzir caminhada, treino e viagens, e a inatividade favorece a perda de força e de equilíbrio. Cuidar da dor é, por isso, parte do plano de envelhecer bem.
É o nome que usamos na Clínica Fábio Pense para uma avaliação funcional periódica de como o corpo se move: mobilidade das articulações, força, equilíbrio, pisada e padrões de compensação. Ela complementa, e não substitui, os exames médicos de rotina, que olham sangue, coração e ossos, mas não mostram como você se movimenta.

Faça o seu check-up do movimento

Uma avaliação funcional mostra como estão a mobilidade, a pisada, o equilíbrio e as compensações do seu corpo hoje, antes que virem dor. Agende na Clínica Fábio Pense, em Lourdes, BH.

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Conteúdo informativo, não substitui avaliação clínica individual. Diante de sinais de alerta, procure atendimento.

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